O cérebro é a melhor, mais rápida e sofisticada que existe
na Natureza.
Tudo no corpo e controlado pelo
cérebro, os sentidos, os pensamentos, atos voluntários / involuntários,
batimento cardíaco. É impressionante como ele faz isto tudo e nos na nossa
“realidade” não damos por nada, apenas fazemos a nossa vida a nossa rotina. Quando
essas áreas são afetadas, para assegurar a sobrevivência e conforto do seu
portador, o cérebro tem uma capacidade de compensar as áreas lesionadas, (a
velocidade dependendo da idade), mas todos conseguem, não com tanta eficácia,
mas compensam as áreas afetadas com algum treino e preexistência.
Essas áreas lesionadas afetam os
nossos movimentos e as vezes ate o nosso comportamento, mas o cérebro contem
células com o "potencial para recuperar as zonas que foram lesionadas,
deslocando-se para as zonas onde houve degeneração"
Eu tenho uma grande admiração e
fascínio no assunto de descobrir como funcionam todos estes milhões de
neurónios, e as espantosas capacidades que Grande Maquina nos oferece!
A interacção grupal provoca na dinâmica dos grupos os efeitos de conformismo e obediência. O conformismo é um modo de influência social que resulta do facto de um indivíduo mudar o seu comportamento, atitudes por efeito de pressão do grupo em que se insere, é portanto uma forma de interacção, um processo de influência inerente ao funcionamento dos grupos.
No nosso quotidiano, como exemplo, quando acabamos de ver um filme, do qual não gostámos muito, com o nosso grupo de amigos, mas se este manifestar uma opinião positiva acerca do filme, sentimo-nos pressionados a concordar ou a ficar em silêncio para não discordar da maioria. Trata-se de um comportamento conformista.
A experiência mais famosa e histórica deste processo é a de Asch, na qual um grupo de oito indivíduos (dos quais 7 são cúmplices e apenas um deles é efectivamente o sujeito experimental, considerado o sujeito ingénuo) é convidado a comparar uma linha padrão com outras 3 linhas desiguais, em que apenas uma delas é igual à linha padrão. Cada um dos 8 participantes da uma resposta em voz alta, sendo que o sujeito ingénuo é sempre o último a responder.
Apesar da situação não conter qualquer tipo de ambiguidade e ser muito objectiva, as respostas conformistas eram numerosas. Apenas, aproximadamente um terço do grupo manteve-se independente às pressões do grupo, dando assim respostas correctas.
"Conformismo é a sabedoria colectiva da ignorância individual."
A cultura é uma parte distinta do Homem, pode-se dizer que sem a cultura, o Homem é apenas mais um ser vivo entre os milhões que vivem no planeta. A medida que o tempo foi passando, o número de seres humanos foi aumentando e como consequência, milhares de culturas se desenvolveram e prosperaram sem nunca terem comunicado entre si.
Hoje-em-dia a situação é diferente, as diferentes culturas comunicam entre si, de tal forma que certas culturas se misturam, dando origem a novas culturas, a este processo chamamos de aculturação. A aculturação é um termo criado para
designar as mudanças que podem acontecer numa sociedade através da sua
fusão com elementos culturais externos, esta fusão ocorre normalmente
de forma involuntária, por meio de dominação política, militar ou
religiosa. Neste processo uma certa cultura «superior» impõe-se a outra cultura «inferior», a cultura resultante tem características das duas culturas.
Um exemplo de um processo de aculturação é a formação da cultura brasileira, esta cultura teve origem através de vários processos de aculturação ao longo da história: a língua falada no Brasil é o português (de origem europeia), o famoso Carnaval brasileiro é de origem africana, o vocabulário brasileiro está cheio de palavras de origem americana, etc.
Nos dias que correm todo o mundo está a sofrer uma espécie de aculturação gigante, graças ao meios de comunicação que permitem que as mais diferentes culturas interagem e troquem impressões, facilitando o processo de aculturação na medida em que permite que uma certa cultura absorva o melhor da outra cultura e vice-versa. Actualmente a aculturação está intrínseca na sociedade humana, o Homem já está habituado; e já adoptou certas características de uma cultura estrangeira como se tivesse sido sempre a sua cultura, (uma pessoa chinesa já aprende a falar inglês desde criança, apesar de não ser a sua língua materna).
Para concluir deixo-vos com o videoclip da musica dos Rammstein «Amerika» que fala sobre este tema.
André Guimarães nº16 12ºB
Hemisférios cerebrais
Tal como todos os mamíferos, o ser
humano apresenta um cérebro dividido em dois hemisférios. O hemisfério direito
e o hemisfério esquerdo estão separados por uma fissura longitudinal e ligados
por um sistema de fibras nervosas chamado corpo caloso, que desempenha a função
de conector dos dois hemisférios.
O hemisfério direito do córtex cerebral é responsável por certas funções específicas, tais como a aptidão
musical,intuição,aptidão espacial, aptidão artística(desenho,pintura,dança) e controla
o nosso lado esquerdo do corpo.O hemisfério esquerdo do córtex cerebral é
responsável por certas funções específicas,como por exemplo, a linguagem
escrita,aptidão numérica,linguagem falada,síntese e controla a parte direita do
nosso corpo.
Apesar
de todos trabalharmos usando os dois hemisférios do cérebro, a maioria de nós
tem um lado dominante que afecta como processamos informações, encaramos
problemas e nos comunicamos.
As pessoas com dominância do lado esquerdo tendem a ser
mais:
Analíticas
Lógicas
Inclinadas para a matemática e as ciências
Voltadas para as palavras e concisas
Voltadas a detalhes
As pessoas com dominância do lado direito tendem a ser mais:
Visuais
Intuitivas, atentas aos sentimentos dos outros
Imaginativas
Introspectivas
Atentas ao ambiente
Profissões mais adequadas a pessoas com dominância do lado
direito incluem:
Artes e entretenimento
Ensino
Literatura
Decoração
Arquitetura
Consultoria
Palestras motivacionais
Propaganda e marketing
Vendas
Profissões que geralmente atraem pessoas com dominância do
lado esquerdo são:
O estereótipo pode ser entendido como a generalização excessiva e indevida acerca de um comportamento, característica, atitudeou qualidade relativa a um determinado grupo étnico, que em principio resulta numa avaliação negativa da questão em causa.
Deriva de duas palavras gregas, stereos e typos compondo "impressão sólida",e é usado principalmentepara definir e limitar pessoas ou grupos de pessoas na sociedade, funcionando como um motivador para o preconceito e a discriminação.
Por vezes os estereótipos apesar de encerrarem avaliações negativas, os objetivos destes poderão ser aparentemente positivos, isto poderá acontecer, por exemplo, quando alguém diz que os negros são musicais ou que os judeus são solidários entre si. Estas avaliações poderão trazer consigo a conotação de que, no 1º caso, os negros serão pouco dotados para outro tipo de trabalhos, e que, no 2º caso, aquele povo segrega outras comunidades.
É por vezes difícil de estabelecer uma fronteira entre estereótipo e realidade objetiva, mas no entanto qualquer generalização exagerada relativamente a um grupo étnico mesmo quando baseada em estatísticas ou estudos científicos é considerada um estereótipo, o facto de uma grande parte de um grupo social possuir uma característica específica, não determina que todos os membros daquele grupo possuam essa característica.
Quando falamos em estereótipo não poderemos deixar de parte o preconceito, este traduz a apreensão de uma série de crenças e valoresque são aplicados a determinadas realidades antes que essas sejam objetivamente vividas ou avaliadas.
Apesar de tudo muitos estereótipos são necessários para a relação social, funcionando por vezes como guias de comportamento e códigos de comunicação, como é o caso dos conceitos de idade, sexo, profissão, religião, classe social, etc., que ajudam, por um lado, a prever comportamentos e , por outro, ajudam ao estabelecimento de laços entre as pessoas.
A socialização refere-se ao processo pelos quais os indivíduos a adquirirem o saber, as habilidades e as motivações que lhes permitem integrar-se na sociedade. É uma aprendizagem que ocorre ao longo de todo o desenvolvimento da personalidade. É um processo contínuo que nunca se dá por terminado, realizando-se através da comunicação
A socialização é, portanto, um processo fundamental não apenas para a integração do indivíduo na sua sociedade, mas também, para a continuidade dos sistemas sociais.
há dois tipos de socialização:
• socialização primária, ocorre na infância com grande intensidade e caracteriza-se pela aquisição de regras e condutas básicas da vida social (alimentação, higiene, linguagem, autonomia,normas e interdições);
• a socialização secundária, ocorre na vida adulta com menor intensidade e está ligada à integração plena na vida social activa e aos ajustamentos decorrentes de alterações nos estatutos e papéis (profissão, família,...).
Em conclusão, a socialização primária refere-se à assimilação dos saberes de base enquanto a socialização secundária, diz respeito à aquisição de saberes especializados.
No meio de tudo isto encontramos os agentes de socialização, que são grupos que possibilitam a assimilação da cultura e da integração social.
Um dos efeitos da interacção dos grupos mais estudado pela dinâmica dos grupos é o da influência, em particular os efeitos de conformismo e de obediência.
Enquanto o conformismo se manifesta na obediência à pressão social (sociedade ou grupo), o inconformismo manifesta-se na independência de atitudes e comportamentos. A não-conformidade inclui comportamentos desviantes positivos (dinamismo cultural) e negativos.
Um bom exemplo de inconformismo é o Movimento Pacifista de Jonh Lennon.
A maioria de nós conhece John Lennon como um músico famoso que iniciou a sua carreira como vocalista e guitarrista dos Beatles e Yoko Ono como artista plástica que se tornou mais conhecida quando iniciou um relacionamento com John. Encontrei um bom documentário que retrata o movimento pacifista deste casal. O documentário dá-se no período entre os anos 1966 a 1976 e mostra uma década em que Richard Nixon, presidente dos EUA, comandava a Guerra do Vietname e, por isso, teve de enfrentar a opinião pública, o movimento pacifista, a luta pelos direitos civis, movimentos políticos e principalmente os artistas que inflamavam a população contra as suas decisões, dentre eles, John Lennon, um dos mais notórios. John Lennon e Yoko Ono tornam-se activistas convictos e consequentemente ícones da luta contra a Guerra do Vietname.
É neste contexto de provocações que John e Yoko mudam-se para Nova Iorque, considerado o epicentro artístico do mundo ocidental naquela altura. Johnn alia-se a outros activistas como o líder do grupo Panteras Negras Bobby Seale e o casal começa a participar em concertos promovidos contra a guerra e em eventos contra culturais de todas as espécies, seja pela afirmação dos direitos políticos dos negros e das mulheres, seja em espectáculos de protesto contra a prisão de activistas além de apoiarem os democratas nas eleições de 1972 dos EUA.
Diante disto, Johnn Lennon foi julgado pela sua condição de estrangeiro que usufruía dos benefícios da potência imperialista, enquanto desmoralizava os seus líderes políticos, em retaliação à sua posição de "figura pública com opinião". Lennon tornou-se alvo preferencial de Nixon e de J. Edgar Hoover, director do FBI. A agência espionou o músico e levantou um grande dossier e tudo isto culminou num processo de deportação do casal pelo departamento de imigração que usou como justificação uma apreensão de droga na Inglaterra, anos antes. Essa situação durou quase dois anos, até o conhecido escândalo Watergate afastar Nixon do poder.
O outro assunto relatado no documentário que destaco, por se tratar de um tema arquivístico, é o acesso aos documentos. É mostrado no final do documentário a dificuldade de acesso aos documentos sobre John Lennon e é citada ainda a lei de 1966, dos USA, sobre acesso a informação.
Deixo aqui o trailer do documentário, e a sua fiche técnica com o respectivo link do site oficial do mesmo.
Ficha Técnica:
Título Original: The USA X John Lennon
Título em português: Os EUA X John Lennon
Direção: David Leaf, John Scheinfeld
Fotografia: James Mathers
Origem: Estados Unidos
Ano de produção: 2006
Elenco: Depoimentos de: Walter Cronkite, Mario Cuomo, Angela Davis, G. Gordon Liddy, George McGovern, May Pang, Geraldo Rivera, John Lennon, Yoko Ono, Richard Nixon, J. Edgar Hoover, Ron Kovic, Gore Vidal, Bobby Seale.
Idioma: Inglês
Duração: 99 minutos
Gênero: Documentário, Biografia
Estúdio: Lionsgate Films
Site oficial do documentário: http://www.theusversusjohnlennon.com/site/
Pessoalmente, foi uma surpresa descobrir, por meio deste documentário, que John Lennon foi considerado uma ameaça aos USA, bem como, a sua vida foi intensamente investigada pelo FBI. Já sabia que John Lennon e Yoko Ono fizeram parte do movimento pacifista dos EUA e que sempre se posicionaram contra a guerra do Vietname mas não que isso se tornara motivo para os EUA considerarem John um "inimigo público", na verdade, assim o chamavam, mas era de fato inimigo do governo republicano, de Nixon.
A plasticidade cerebral define-se como a capacidade que o cérebro
tem em se remodelar em função das experiências do sujeito, reformulando as suas
conexões em função das necessidades e dos factores do meio ambiente.
Há alguns anos atrás, admitia-se que o tecido
cerebral não tinha capacidade regenerativa e que o cérebro era definido
geneticamente, ou seja, possuía um programa genético fixo caracterizado pela
estabilidade das suas conexões que se diziam, na altura, imutáveis. No
entanto, não era possível explicar o facto de pacientes com lesões severas
obterem, com técnicas de terapia, a recuperação de algumas funções.
Porém, o aumento do conhecimento
sobre o cérebro mostrou que este é muito mais maleável do que até então se
imaginava, modificando-se sob o efeito da experiência, das percepções, das
acções e dos comportamentos.
Alain Prochiantz, neuro-cientista,
que se dedica à compreensão da
plasticidade do cérebro.
Deste modo, podemos referir que a relação que o ser
humano estabelece com o meio produz grandes modificações no seu cérebro,
permitindo uma constante adaptação e aprendizagem ao longo de toda a vida.
Assim, o processo da plasticidade cerebral torna o ser humano mais eficaz .
A plasticidade cerebral explica o
facto de certas regiões do cérebro poderem substituir as funções afectadas por
lesões cerebrais. Como tal, uma função perdida devido a uma lesão cerebral tal
como um tumor, AVC, etc... pode ser recuperada por uma área vizinha da
zona lesionada. Contudo, a recuperação de certas funções depende de alguns
factores, como a idade do indivíduo, a área da lesão, a quantidade de tecidos
afectados, os mecanismos de reorganização cerebral envolvidos . Para além
destes factores, a terapia vai desenvolver um papel fundamental na recuperação
do individuo.
PLASTICIDADE SINÁPTICA
As sinapses são conexões (impulsos
nervosos ) especializadas que permitem transmitir informação entre os
neurónios. São, por isso, estruturas dinâmicas que governam e moldam o fluxo de
informação do circuito nervoso .
Sendo assim, a plasticidade sináptica
consiste na capacidade de modificação por parte das redes neuronais. Ou seja,
perante cada experiência nova do indivíduo, as sinapses são reforçadas ou
alteradas, permitindo a aquisição de novas respostas ao meio ambiente.
Por isso, a plasticidade sináptica
constitui um mecanismo importante da plasticidade cerebral,
permitindo igualmente que uma lesão ao nível da transmissão de informação
neuronal seja recuperada através da criação de outras redes neuronais que
possam "disfarçar" os danos causados pela lesão.
Para além de tudo já referido, é também esta plasticidade cerebral
que vai proporcionar a aprendizagem de cada individuo, uma vez que é
graças à necessidade constante de resposta de cada individuo ao meio que este aprende. A
aprendizagem é o principal instrumento de adaptação humana que se manifestará
nas diversas vertentes sociais, cientificas, culturais, etc...
IMPORTÂNCIA DA TERAPIA
A reabilitação do cérebro lesionado pode
promover arecuperação de
circuitos neuronais danificados. Quando há uma pequena perda de conectividade
neuronal, esta tende a ser recuperada de uma forma autónoma .
No entanto, quando essa perda é de maior
grau, tenderá a tornar-se uma perda permanente, daí a impossibilidade de
recuperar certas funções depois de determinados acidentes ou doenças provocarem
elevados danos neurológicos.
Criança em recuperação após lesão cerebral.
Mesmo assim, em muitos casos, as
lesões aparentemente irreparáveis podem tornar-se “parcialmente” recuperáveis,
por exemplo, o caso de uma criança que esteve sequestrada pelo próprio pai
durante 13 anos e não falava. Através de testes neurológicos descobriu-se que a
área do cérebro responsável pelo controlo da linguagem estava menos
desenvolvida, isto é, não tinha sido suficientemente estimulada durante o
momento adequado para o desenvolvimento das estruturas cerebrais responsáveis
pela linguagem. Contudo, submetida a uma terapia específica , a criança
conseguiu recuperar, lentamente, formas elementares de comunicação verbal.
Para este e muitos outros casos de lesões cerebrais, foi
necessário um tratamento especifico, proporcionado por diversos tipos de
terapia (fisioterapia, psicoterapia, osteopatia, entre muitos outros), que
mantêm níveis adequados de estímulos facilitadores e inibidores de funções nos
neurónios.
O inconsciente é um termo psicológico com dois significados: processos mentais sem a intervenção da consciência e a teoria psicanalítica.
Freud, psiquiatra austríaco, desenvolveu o conceito de teoria psicanalítica, que consiste em descrever a etiologia dos transtornos mentais, a personalidade e desenvolvimento do homem, com isto Freud desenvolveu um tipo de psicoterapia.
O inconsciente é nos mostrado através de comportamentos inesperados, humor, lapsos na linguagem (gaffes) e incoerência de pensamentos. Como por exemplo o olhar de uma pessoa quando passa na rua, temos uma certa perceção sobre essa pessoa pois o inconsciente associa o olhar, a um outro que nos causa incomodo porque nos faz lembrar o olhar de um tio mal humorado.
O inconsciente prevê/ antecede acontecimentos muito mais rapidamente que a consciência daí que nós não vivemos realmente o presente pois este é percecionado pelo inconsciente.
Concluindo, a inconsciência é algo que faz parte de todos nós, e agora que ficamos a saber o que é, não podemos dizer que fazemos escolhas sem pensar, e consequentemente não termos responsabilidades por elas.
Sabemos que a dislexia é uma doença genética e neurológica, não um dano cerebral, e a maneira como esta se relaciona com o funcionamento cérebro é um tema complicado que os cientistas têm vindo a estudar desde que foi dada a definição de dislexia, sendo dislexia uma incapacidade de aprendizagem que é de origem neurobiológica.
De acordo com um estudo, as crianças disléxicas usam aproximadamente 5 vezes mais o cérebro do que as crianças normais, durante uma tarefa de linguagem simples. Investigadores, liderados pela universidade de Washington, usaram uma nova técnica não evasiva chamada protón de imagem eco-planar espetroscópica (pespi) de modo a explorar a atividade cerebral. Neste estudo usaram 6 crianças disléxicas e 7 não disléxicas, todas foram submetidas aos mesmos testes, no final deste estudo os investigadores concluíram então, que o cérebro das crianças disléxicas trabalhava muito mais do que as outras.
As crianças com dislexia mostram dificuldades no reconhecimento de palavras, devido a uma deficiência no som e na língua, que torna difícil para os leitores ligar as letras e sons, daí que as pessoas com dislexia têm uma maior dificuldade em compreender o que leem. A maior parte das áreas responsáveis pela fala, leitura e os seus devidos processos localizam-se no hemisfério esquerdo do cérebro, sendo assim a dislexia uma doença a nível neurológico, com isto conseguimos concentrar todas as nossas descrições e figuras.
Em suma as pessoas com dislexia apesar das dificuldades na descodificação das palavras conseguem ter um bom desempenho em tarefas de ortografia e leitura, só que de maneira mais demorada.
Andreia Lopes.
terça-feira, 29 de janeiro de 2013
O Papel das áreas pré-frontais do cérebro
"O erro de Descartes" - António Damásio
António Damásio, médico neurologista e neurocientista português, nascido em 1944, debruçou-se no seu livro "O erro de Descartes", entres outras coisas, num dos casosmais famosos da neurociência: o acidente de Phineas Gage.
Este homem sofreu um acidente que lhe atingiu o cérebro, mais precisamente o córtex pré-frontal (ou áreas pré-frontais), áreas essas que são responsáveis pelas principais funções intelectuais do homem e involvem também complexas relações com as emoções (algo que hoje é conhecido mas que, na altura, era desconhecido por parte da comunidade científica).
Phineas Gage, após ter sofrido este complicado acidente, não ficou com nenhuma sequela aparente. À excepção de um olho que perdeu, visão, fala e movimentos continuaram
perfeitos. Todavia, algo nele se alterou: o seu comportamento.
Este homem, que se dizia gentil, tornou-se rude, mal educado e cruel naquilo que dizia.
De facto não houve mudanças físicas evidentes, mas emocionalmente houve uma grande mudança neste que até então foi funcionário dos caminhos-de-ferro americanos, que acabou por falecer deambulando isolado pelas ruas de Nova Iorque.
Partindo da teoria cartesiana, que acreditava que o corpo (físico) era separado da mente (emoções) e que não havia qualquer ligação entre eles, face ao caso de Phineas Gage e comparando-o com outro semelhante (indiferença afetiva por parte de Elliot, paciente de António Damásio, após um tumor cerebral que o obrigou a retirar parte do córtex), o médico português chegou a algumas conclusões: coloca a hipótese de as emoções estarem intimamente relacionadas com as escolhas racionais e, em consequência disso, o erro da referida teoria de Descartes.
De facto, estes casos demonstram que as emoções e comportamentos estão ligados a partes específicas do cérebro.
Os lobos cerebrais são áreas muito importantes do cérebro
humano responsáveis por várias funções que nos permite ter uma vida
independente e conseguir responder a estímulos. Lesões nestas áreas limitam
toda a vida do ser humano porque normalmente são lesões muito graves. Existem
quatro lobos no cérebro humano. O lobo central (localizado na parte da frente
do cérebro usualmente designada por testa), o lobo temporal (situado na parte
lateral do cérebro mesmo por cima da zona das orelhas), o lobo parietal
(localizado na parte superior do cérebro) e, por último o lobo occipital
(situado na parte de trás do nosso cérebro).
A epilepsia do lobo frontal é uma caracterizada por ataques
com o foco nesta área do cérebro. Normalmente ocorrem movimentos que envolvem o
rosto e as extremidades superiores. Os ataques nestas regiões frontais podem
estar associados com revirar da cabeça e olhos, tipicamente distantes do lado
de foco do ataque. Os ataques do lobo frontal podem ser causados por um processo
de doença identificável, como lesões traumáticas.
O Alzheimer é uma doença degenerativa e que até ao momento
não tem qualquer tipo de cura. Esta doença é a principal causa de insanidade em
pessoas com mais de 60 anos. Afecta as áreas responsáveis pela memória e
aprendizagem, ou seja, o lobo temporal. O primeiro sintoma e o mais comum é a
perda de memória que é confundido muitas vezes com o stress excessivo ou com o
aumento da idade. Com o avançar do tempo e consequentemente com o avançar da
doença as pessoas que sofrem da mesma experimentam confusão mental, alterações
de humor, falhas na linguagem e perda da memória a longo prazo. Os neurónios
vão morrendo e a quantidade de neurotransmissores diminui aumentando com isto a
dificuldade em reconhecer e identificar objectos (agnosia) e na execução de
movimentos (apraxia).
A cegueira é uma doença na qual existe a falta de percepção
visual devido a factores fisiológicos ou neurológicos. Acegueira cortical é a perda total da
visão em todo ou em parte do campo visual devido a uma disfunção ou dano no
lobo occipital.
Concluindo, todos os tipos de prevenção destas doenças devem
ser tomadas. No caso do Alzheimer a estimulação cerebral é indispensável. O
estudo, o jogo do dominó, fazer dietas controladas apesar de não fazerem com
que a doença não apareça são importantes no mínimo para atrasar o aparecimento
e travar o avanço desta doença que leva à decadência do ser humano que a porta.
Em suma, o cérebro é um órgão fantástico do qual ainda se desconhece muitas funcionalidades.
Apesar do mistério que ainda paira sobre ele, mesmo com o avanço da tecnologia,
todos sabemos que é o órgão mais importante que o ser humano poderia ter.
O sistema nervoso é constituído por um conjunto de estruturas que recebem a informação, comunicam-na, coordenam-na e organizam os comportamentos, desde os mais simples (reflexos) aos mais complexos como o pensamento, a memória, a imaginação e a linguagem. Em ambos os comportamentos estão envolvidos três tipos de neurónios: neurónios aferentes ou sensoriais, neurónios eferentes ou motores e neurónios de conexão ou interneurónios.
Comportamento complexo
Enquanto pensamos, no nosso cérebro, milhões de neurónios,
organizados em redes, trocam informações sob a forma de descargas
elétricas e químicas.
O sistema nervoso é constituído essencialmente por dois tipos de células: as células gliais ou células da glia e os neurónios ou células nervosas. O neurónio é elemento estrutural básico do sistema nervoso. É constituído por o corpo celular, as dendrites e o axónio.
No senso comum consideramos que “vemos com os olhos”. Apesar da maior parte dos processos iniciar-se nos orgãos dos sentidos (visão, audição,etc.), conhecidos como mecanismos de receção ou recetores, as informações captadas são interpretadas e tratadas pelo sistema nervoso central (cérebro e espinal medula) e sistema nervoso periférico (sistema nervoso somático e sistema nervoso autónomo), que coordena, processa e determina as respostas aos estímulos que receberam, Mecanismos de coordenação ou de processamento. Os efetores ou os mecanismos de reação são responsáveis por efetuarem as respostas aos estimulos, constituídos sobretudo por músculos e glândulas.
Ana Monteiro
Neurogénese, por Shinya Yamanaka.
Yamanaka descobriu que células
– tronco adultas podiam ser reprogramadas e voltar a ter características
semelhantes às células tronco embrionárias (CTE). Através de células da pele (fibroblastos) e da ativação de alguns genes, Shinya
conseguiu que células já diferenciadas voltassem a um estágio “pré-diferenciado”
e passassem a comportar-se como células-tronco pluripotentes, ou seja, uma
célula é induzida a perder a sua especialização e a voltar a ser uma célula imatura semelhante à célula-tronco
encontrada no embrião. Tais células foram chamadas de IPS (induced pluripotent
stem-cells) e possuem a capacidade de dar origem a todos os tecidos.
Contudo, o lado “se não” de
tais células é que elas não esquecem a sua origem, ou seja, se elas forem retiradas
do fígado, por exemplo, irão diferenciar-se preferencialmente em células hepáticas,
um comportamento diferente das CTE.
Por outro lado, os ensaios terapêuticos
com células-tronco adultas vêm confirmando que elas não são capazes de
regenerar neurónios. No caso de doenças neuromusculares ou neurológicas, a
expectativa é que confiram uma neuroprotecção, isto é, ajudem a conservar os neurónios
que ainda estão saudáveis.
Yamanaka, conseguiu ainda
encerrar discussões éticas, pois ao utilizar células já adultas evita o uso de células
embrionárias e a morte dos embriões.
Uma aplicação futura das
IPS:
Uma das dificuldades no
transplante de medula óssea hoje em dia para doenças como a leucemia é a falta
de um doador compatível. Porém, “o homem” já conseguiu com sucesso pegar uma
célula de pele e transformá-la em células IPS. Se futuramente se conseguir que
tal célula se diferencie única e eficazmente em uma CT da medula, será possível
findar com a falta de doadores, pois o doador será o próprio paciente a partir
das células da sua pele, que serão induzidas a produzir células do sangue.
Quando falamos da evolução humana em particular da evolução do encéfalo, o órgão mais complexo do nosso corpo e, em muitos aspectos ainda desconhecido é difícil identificar uma única causa selectiva que possa justificar o seu rápido e eficaz desenvolvimento.
“Novas tarefas estimulam o cérebro e permitem a sua evolução, enquanto um cérebro melhor estimulado e consequentemente desenvolvido, permite a realização de novas tarefas.”
O que nos distingue dos outros animais, é o fato de apresentarmos consciência, saber reflexivo. Tal capacidade nos tornou capazes de criar e descobrir. Aliando trabalho à criatividade, criamos o nosso mundo. Além disso, desenvolvemos uma linguagem eficiente, o que nos possibilita transmitir, acumular e transformar conhecimentos adquiridos ao longo das gerações.
O cérebro teve de se adaptar e de conseguir elaborá-los mais rapidamente, os vários estímulos que estava recebendo. Mas o sistema neuronal em que o cérebro se baseia não pode reger mais do que uma quantidade de informação em cada ocasião: se aquilo que deve elaborar ultrapassar o limite, produz-se um curto-circuito.
Como seres humanos, podemos realizar grandes mudanças em nossa forma de viver. Por sermos capazes de construir um saber reflexivo, observamos, refletimos, analisamos e julgamos o que nos cerca. Temos a capacidade de questionar o passado, modificar o presente e planejar o futuro. Somos criatura e criador do mundo em que vivemos. Não nascemos prontos pelas “mãos da natureza”. Nossa vida é, em grande medida, um processo de “renascer” contínuo, com a expressão de novas ideias, novas habilidades, novas formas de pensar.
Em síntese, posso concluir que o nosso encéfalo é o órgão mais complexo do nosso corpo, e que evolui muito rapidamente ao longo dos séculos. Uma justificação dessa evolução é a realização de novas tarefas (experiências sensoriais), que por consequência quanto mais evoluído estiver o nosso cérebro vai permitir a realização de novas tarefas, mais conhecimento para por em prática. Esse conhecimento adquirido e acumulado, passa de geração em geração através da nossa linguagem.
Todos os animais nascem quando a
sua maturação morfológica e fisiológica está praticamente concluída. Por outras
palavras, nascem assim que estão suficientemente desenvolvidos para se
adaptarem ao meio com alguma facilidade e para se tornarem independentes da
progenitora. Os patrimónios genéticos dos animais proporcionam os elementos
necessários para que os comportamentos destes seres vivos sejam orientados, de
forma eficaz, em direcção à sobrevivência e à adaptação ao meio ambiente dos
mesmos.
Ao contrário dos animais, o ser
humano nasce prematuro, visto que não apresenta capacidades desenvolvidas que
permitam assegurar a sua sobrevivência, necessitando por isso de protecção por
parte de adultos.
O Homem, ao nascer, apresenta um
inacabamento biológico que se denomina por neotenia. Esta consiste num atraso
no desenvolvimento que leva a que o indivíduo se desenvolva mais lentamente,
ficando deste modo dependente dos adultos durante mais tempo. É através da
imaturidade do bebé e do conceito de neotenia que é possível compreender que o
facto da infância humana ser longa deve-se a esta corresponder ao período de
finalização do desenvolvimento que ocorreu no interior do ventre materno.
O processo de desenvolvimento do
cérebro, que se designa por cerebralização, está relacionado com o retardamento
ontogenético, ou seja, com o prolongamento do período da infância e da
adolescência. Os genes de desenvolvimento são os responsáveis pelo ser humano
constituir um ser neoténico. Os traços próprios da infância e da adolescência
são um exemplo de um reflexo da neotenia presente no adulto. A relação
mãe-bebé, uma fase essencial no desenvolvimento, consiste noutro exemplo da
manifestação de neotenia.
O prolongamento da infância e da
adolescência, provocado pelo inacabamento biológico do ser humano e pela sua
prematuridade, constitui a condição necessária para o seu processo de adaptação
ao meio e desenvolvimento.
Diogo Macedo
sexta-feira, 14 de dezembro de 2012
“O cérebro nosso de cada
dia”
O organismo do ser humano
possui inúmerosórgãos, organizados em sistemas, que se relacionam entre si.
Destaca-se, de entre
todos os órgãos o cérebro. A sua capacidade de dominar e coordenar conjuntos
de funções muito complexas, demonstra a importância deste órgão que tem grande
relevo na definição de ser humano.
Não sendo o maior órgão do corpo, é o grande responsável por todo o comportamento humano. Trata-se da
sede da consciência, do pensamento, da memória e da emoção. Através dele, o
homem identifica, percebe e interpreta o mundo que o rodeia.
O cérebro é constituídomaioritariamente por duas células: a glia e o neurónio.
A primeira tem a função
de dar suporte e proteger a segunda, que carrega a informação sob a forma de
pulsos elétricos.
A informação é transmitida pelos
neurotransmissores durante a
chamadas sinapses.
Existem inúmeras doenças
relacionadas com o cérebro, tais como: Alzheimer, depressão, esquizofrenia,
stress, ansiedade, hipertensão, epilepsia, transtornos de personalidade, entre
muitas outras.
Curiosidades - Sabias
que...
...existem cerca de 180
mil quilómetros de vasos sanguíneos no cérebro.
...o cérebro das mulheres
é 10% mais pequeno que o dos homens.
...o cérebro tem a sua
maior atividade durante o sono.
...é mito dizer-se que
usamos apenas 10% das capacidades cerebrais.
...25% do oxigénio que
respiramos é consumido pelo cérebro.
...os impulsos nervosos
são transmitidos a uma velocidade superior a 320km/h.
Bruna Fernandes
Fazer ou não um teste genético?
·Finalidade
de um teste genético?
O
teste genético consegue detectar, com alguma precisão, a probabilidade de uma
pessoa adquirir uma doença ou saber se é portadora e sem risco de a desenvolver,
podendo apenas transmiti-la à descendência. O principal motivo de querer fazer
este teste, é evitar o stress e angústia das pessoas que podem ter herdado a
doença.
·Quem
deve ser testado?
Objectivamente, aqueles que têm na história
da família casos de uma doença hereditária para qual já exista um teste
genético fiável ou em casos de grande possibilidade já ter a doença.
Por norma, é recomendável, pelos médicos,
que só se faça o teste se houver uma intervenção para prevenir, retardar ou
diminuir a doença. É importante que a pessoa e a família estejam seguros que
querem obter as informações que o teste genético fornece, para isso, é necessário
um acompanhamento psicológico antes e depois da realização do teste e também um
acompanhamento dos médicos de família para que a pessoa e todos os envolventes
familiares sejam esclarecidos sobre o impacte que um resultado positivo pode
conferir.
·Até
que ponto pode confiar-se nos testes?
Os testes são mais fiáveis quando há um
historial de doença genética na família e a mutação genética que provocou a
doença é conhecida. Caso contrário, são de pouco ou nenhum valor. Existe a
probabilidade dos testes terem como resultado positivo e serem falsos e
vice-versa, por falta de informação da doença.
·E
se o teste for positivo?
Se o
resultado só apontar para uma maior probabilidade de se contrair a doença,
muitas vezes essa dúvida é suficiente para deixar a pessoa bastante angustiada
e preocupada com uma situação que pode nunca vir a acontecer. Mas, quanto mais
cedo souber, mais fácil será possível remediar/ evitar a transmissão da doença.