segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Ambição





     Já alguma vez pararam para pensar o que faz o Homem mover-se, viver o seu dia, executar acções que vão para além de se alimentar e reproduzir, já repararam como o Homem se vai ultrapassando a si mesmo e fazendo coisas que os seus antepassados ou até ele mesmo pensassem ser impossíveis, como o Homem vai evoluindo ao longo dos tempos, o Homem que não tem guelras mas respira debaixo de água, que tem apenas duas pernas mas atinge velocidades mais rápidas que o som, que não tem asas mas voa.
    
    A ambição move o ser humano, é que o impulsiona a fazer novos feitos ainda mas espectaculares que os anteriores, com os mais diferentes fins, mas todos com uma coisa em comum, o reconhecimento pelos seus feitos.

 
 A ambição tem um forte componente genético. As pessoas mais motivadas têm maior activação no sistema límbico do cérebro, responsável pelas emoções. As pessoas ambiciosas tendem a ter mais sucesso nos seus empreendimentos. Até os animais tem ambição, a diferença é que a ambição dos animais é mais básica e usada para cumprir necessidades primárias tais como procura de alimento e acasalamento. 


A ambição fazendo parte do perfil psicológico de um ser humano, também é influenciada por vários factores, que vão desde a sua religião até à sua situação social.
   
  Para concluir, a ambição foi o que fez o ser humano evoluir para o que é hoje, mas também foi o que causou tantas outras desgraças, por isso, na minha opinião pessoal, penso que a ambição (como tudo na vida) em demasia enjoa, podendo chegar a situações em que não existem limites.



 “A ambição é como a fome, a sua única lei é o seu apetite”.  - Josh Billings



                                                                                                                             

                                                                                                                              André Guimarães


sexta-feira, 9 de novembro de 2012

O que separa o Homem do Animal


    Muitos dos animais existentes na Terra agem essencialmente por reflexos e instintos, atuando de acordo com as características da sua espécie. Porém, existem outros que, para além dessas características, revelam também outras, tais como: a inteligência, a criatividade e o improviso. 
    Assim, existem animais que, perante situações problemáticas, fazem uso da inteligência, pois são capazes de encontrar soluções criativas que as satisfaçam por via da improvisação. Este facto foi constatado nas experiências realizadas com chimpanzés, pelo psicólogo Kohler, onde os animais foram colocados numa situação em que tiveram de recorrer ao improviso para conseguirem alcançar o alimento. Numa das experiências, um chimpanzé utilizou caixotes para conseguir chegar à banana que estava a uma altura que não lhe era alcançável. Noutra situação, outro chimpanzé solucionou o problema encaixado um bambu no outro.
Contudo, podemos afirmar que a inteligência animal é concreta, pois esta, de certa forma, centra-se demasiado na experiência vivida, pois o animal não é capaz de inventar e aperfeiçoar um determinado instrumento e até mesmo, de o conservar para uso posterior. Apenas é capaz de utilizar determinado objecto para satisfazer um problema de seu interesse. Com estas atitudes, o animal não adquire experiência, apenas se limita a resolver uma situação problemática.
   O Homem é um ser dotado de inteligência abstrata e, por isso, só ele é que tem o poder de transformar a natureza, promovendo a criação da cultura. Contudo, para que o Homem possa criar uma cultura, é necessário que este seja possuidor de uma linguagem simbólica. É a linguagem simbólica que, de certa forma, distancia o Homem do animal, pois, é a partir dela que o Homem se envolve de forma abstrata com o mundo que o rodeia. É através da linguagem por meio de símbolos que os humanos podem dialogar entre si e compreenderem as mensagens, uns dos outros. Contudo, isto não significa que os animais não possuam linguagem, porém, estes não fazem uso dela noutras situações para além daquela onde surge, pois a sua linguagem é normalmente adquirida através da aprendizagem condicionada de um reflexo.
   Porém, a questão que agora se coloca é: se não houver input linguístico é possível que as crianças falem? Tal como podemos constatar no filme “O Menino Selvagem”, baseado numa história verídica, o mecanismo da linguagem para ser  ativado, as crianças têm de crescer num ambiente linguístico, caso contrário não aprenderão a falar. Desta forma, o meio e as influências também são um fator muito importante para que o Homem se humanize e se desenvolva como tal, caso contrário, dependendo das influências, pode reagir de forma desumanizada, assemelhando-se ao meio onde está inserido (sociedade). 
   Assim, podemos concluir que tanto o homem como o animal são dotados de inteligência, porém, são de caráter divergente, sendo que o animal possui inteligência concreta e o humano possui inteligência abstrata. Contudo, se o ser humano não tiver contacto com os outros seres humanos, este não desenvolve formas de pensar, de sentir e de agir próprias dos seres humanos.


Filipa Alexandra Faria
 
 
Inteligência abstrata:

       A inteligência abstrata é representada pelo ser humano pois é o único ser que consegue raciocinar, deliberar, planejar antes de realizar uma acção,ou seja, tem uma ideia sobre o objecto.
       O ser humano consegue fixar conceitos sobre os objectos, por exemplo, sabe o que é uma caneta, um carro, um computador, entre outros e por esta razão o Homem é diferente do animal pois não precisa de viver uma experiência para saber realiza-lá, o ser humano não depende, necessariamente, dos sentidos(Visão, Olfato, Audição,Tato e o Paladar) pois ao longo do desenvolvimento do ser humano adquire capacidade de inteligência abstrata, o conceito de ideia que ajuda na independência dos sentidos.
 
 
 
Intelêngia concreta:

       A inteligência concreta é representada pelo o Animal e pelo Homem porque são espécies que tem instintos, actos inconscientes que não pensamos para os realizar e que depende dos sentidos, por exemplo, se um ser humano queimar a mão com uma vela tira a mão sem pensar, é um instinto imediato que só reage assim com a ajuda da sensibilidade dos nervos (Tato).
       No nascimento de um ser humano e de um macaco não existem muitas diferenças a não ser a nível físico, mas as reações e a forma com agem é igual porque utilizam os sentidos como única forma de ligação ao mundo real e que ao longo do tempo ganham experiência para realizar as acções.
      Concluindo, o homem é diferente do animal pois possui inteligência abstrata e sem ela erámos iguais aos animais irracionais.
Bibliografia:
                                                                                                                     Tiago Sampaio
 


As emoções nos animais irracionais

O que leva os  cães a latirem furiosamente para certas pessoas? Ou uma chimpanzé a velar seu filhote morto precocemente? Embora as reações dos vertebrados sejam muito semelhantes às humanas, as razões para que ajam assim divergem das nossas.
    De acordo com Ceres Faraco, médica veterinária e doutora em Psicologia, especialista em comportamento animal, os animais vertebrados em geral têm sentimentos como raiva e afeição. Porém, não compreendem porque ou de onde vem estes sentimentos. Apenas os manifestam instintivamente. Enquanto que os humanos sabem o motivo de sua raiva ou compaixão, e, além disso, conseguem controlá-las - ao contrário dos vertebrados. "A alegria e tristeza dos elefantes, a aflição dos chimpanzés e gansos e a alegria e amor dos cães não deixam dúvidas sobre nossas semelhanças. Como nós, os animais experimentam medo, alegria, felicidade, prazer, vergonha, raiva, ciúmes, irritação, desconcerto, desespero e compaixão", diz Faraco.

   Os vertebrados são seres sencientes, ou seja, que sentem - mas não pensam. Eles têm a capacidade de avaliar as ações dos outros, lembrar suas próprias ações e consequências, avaliar riscos e ter certos sentimentos e grau de consciência. Porém, não são seres conscientes como os humanos.
Segundo César Ades, professor do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo (USP) e especialista em comportamento animal, os primatas cujos filhotes morrem os carregam durante dias, às vezes até que se decomponham. O professor lembra o estudo da pesquisadora inglesa Jane Goodall, que conviveu por anos com chimpanzés no seu habitat natural. Ela relatou que um filhote, quando perdeu a mãe, ficou encolhido e imóvel, sem interesse por nada, deprimido e acabou morrendo algum tempo depois.

Outro exemplo de laço extremo entre os animais lembrado por Ades está entre o ganso macho e a fêmea, onde há um vínculo que dura a vida inteira. Quando morre a fêmea, o macho perde a sua combatividade e  mostra-se bastante perturbado e sem energia.

Recentemente, o Instituto Max Planck de Psicolinguística (MPI, na sigla em inglês), da Holanda, divulgou um vídeo em que uma mãe chimpanzé lamenta a morte do filhote, velando-o por horas. Atualmente, quase nada se sabe sobre como os primatas reagem à morte, o que eles entendem, e se eles choram. Entretanto, os pesquisadores do MPI acreditam ter relatado um período único de transição de como a mãe aprendeu sobre a morte de seu filho, um processo nunca antes relatado em detalhe.

"Os vídeos são extremamente valiosos, porque nos forçam a parar e pensar sobre o que pode estar a acontecer na mente dos outros primatas", diz Katherine Cronin, uma das autoras do estudo.
Alguns investigadores defendem que não existe amor maternal entre os animais. Para eles, o instinto protector é considerado um comportamento de sobrevivência da espécie. Ceres repudia essa hipótese com o relato de Pierre Pfeffer, especialista em estudo de elefantes, que testemunhou, em Botswana, na África, o encontro entre uma mãe elefante e seu filhote que se haviam perdido há  muitos anos. Eles estavam a viver em manadas distintas e, quando o filhote se aproximou, a mãe abandonou o grupo e balançava-se demonstrando imensa alegria.

"As emoções são absolutamente verdadeiras como nos demais animais sencientes. É notório o sofrimento diante da perda de um ser querido. Na minha experiência como clínica de comportamento de cães e gatos, vivencio diariamente as emoções e os distúrbios emocionais desses animais, não há dúvida sobre isso", diz. 

Outro caso interessante, conta Ceres, é o de Alex (um papagaio participante de vários estudos da pesquisadora Irene Pepperberg sobre conhecimento, que conseguia somar, dizer palavras e expressar conceitos). Ao ser levado ao veterinário para uma cirurgia, o animal gritou angustiado ao vê-la sair: "vem aqui, te quero muito, quero voltar".

Na minha opinião os animais têm emoções, tenho dois cães um macho e uma fêmea, e quando brinco com o macho a fêmea começa a latir e a tentar ferrar ao mais velho, eu interpreto este comportamento como  ciúme. Já testemunhei mais comportamentos que me fazem concordar, por exemplo, o meu cão sem querer matou um gato, e nos próximos minutos ficou com a cabeça baixa ao lado do corpo a emitir um som que me fez lembrar o choro de um Humano, nos próximos dois dias ele não comia, apenas ficava deitado, isto fez me pensar que este estava a sentir tristeza e arrependimento. Por estes exemplos e muitos mais concordo com Ceres Faraco.

Vitor Alves

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Será o Homem um Ser Racional?






Para nós, ser racional é ter a capacidade de pensar, de raciocinar, de decidir, de ver as coisas com clareza e de distinguir. O Homem, sem dúvida nenhuma, é um ser racional. Mas será que ele é sempre racional?

Bem, de certa forma o Homem não passa de um animal, com características selvagens, adaptados a uma certa sociedade. O que distingue o Homem das outras espécies é a sua capacidade de atribuir significados, sentidos às acções, criar vínculos de maneira natural e o poder de sentir sentimentos e emoções.

Nos últimos tempos temos assistido a acções do homem que nos levam a pensar se ele será sempre racional. Acções que vão da simples ausência de respeito para com outro Ser Humano a actos como retirarem a vida a outro Ser, passando pela violência contra mulher e crianças.

Não consigo imaginar um ser racional, um ser com consciência a retirar a vida a outro ser da mesma espécie ou até mesmo retirar a sua própria vida. Como é que um ser racional consegue pensar com clareza e decidir retirar a sua vida? Comparando com os animais selvagens, eles matam animais da mesma espécie por necessidade. Os animais em geral não pensam, agem instintivamente. Com certeza que os Seres Humanos que referi em cima, são autênticos animais que falharam a sua integração na sociedade que estão integrados.

Para concluir, nem todos os Seres Humanos têm a capacidade de serem racionais. Pensamos tanto em ser racionais, mas a racionalidade afecta-nos tanto que nos tornamos irracionais.

Pedro Costa

terça-feira, 6 de novembro de 2012

A teoria de Jean Piaget






Jean Piaget (1896-1980) foi um psicólogo e filósofo suíço, conhecido pelo seu trabalho pioneiro no campo da inteligência infantil. Este revolucionou a teoria do desenvolvimento intelectual. Entende-se por desenvolvimento intelectual tudo que está relacionado com a origem do conhecimento. Convém esclarecer que as teorias de Piaget têm demonstrações em bases científicas. Ou seja, ele não somente descreveu o processo de desenvolvimento da inteligência mas, experimentalmente, comprovou as suas teses.






Piaget dá ao Homem um papel activo na construção do conhecimento e do desenvolvimento. O que quer isto dizer ? Bem, no fundo ele afirma que  o organismo tem, ao nascer, um património genético que permite interagir com as experiências que vão acontecendo. A partir daqui acontece um processo adaptativo através da assimilação de conhecimento numa dinâmica interactiva entre o individuo e o meio. Quanto melhor for esta adaptação ao meio, mais a sua inteligência progride no sentido de um pensamento cada vez mais complexo.



Para Piaget os estádios e períodos do desenvolvimento cógnitivo caracterizam as diferentes maneiras do indivíduo interagir com a realidade, ou seja, de organizar os seus conhecimentos visando a sua adaptação. Piaget divide toda a evolução da criança em 4 estádios:
- Estádio sensório-motor (dos 0 aos 18/24 meses);
- Estádio pré-operatório (dos 2 aos 7 anos);
- Estádio das operações concretas (dos 7 aos 11/12 anos);
- Estádio das operações formais (dos 11/12 aos 15/16 anos);

Estádio sensório-motor: a actividade intelectual da criança é de natureza sensorial e motora. A principal característica deste período é a ausência da função semiótica, isto é, a criança não representa mentalmente os objectos. A sua acção é directa sobre eles (procurar um guizo escondido, alcançar a bola, entre outros)

Estádio pré-operatório: nesta fase ocorre a capacidade de substituir um objecto ou acontecimento por uma representação. Neste estádio a criança já não depende unicamente de suas sensações, dos seus movimentos, mas já associa uma imagem/palavra daquilo que ele significa (o objecto ausente). Assim este estádio é também muito conhecido como o estágio da Inteligência Simbólica.

Estádio das operações concretas: No estádio das operações concretas, a criança tem um pensamento lógico com a capacidade de fazer operações mentais. Isto é, a criança organiza o pensamento em estruturas de conjunto e os seus raciocínios lógicos são também reversíveis.

Estádio das operações formais: caracteriza-se por um pensamento abstracto e pelo exercício de raciocínios hipotético-dedutivos. Assim, o adolescente desprende-se do real, sem precisar de se apoiar em factos, pode pensar abstractamente e deduzir mentalmente sobre várias hipóteses que se colocam.


Resumir a teoria de Jean Piaget não é uma tarefa fácil, visto que a sua obra tem mais páginas que a Enciclopédia Britânica.

“Há uma inteligência antes da linguagem, mas não há pensamento”  Piaget



Bibliografia: 

http://www.notapositiva.com/trab_estudantes/trab_estudantes/psicologia/psicologia_trabalhos/cresccriancapiaget.htm

http://pt.scribd.com/doc/4850104/Piaget




Maria João  

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

O que é a cultura?

     A cultura pode ter muitos pontos de vista, mas em definição geral a cultura é um processo de permanente evolução/ inovação, rico e diverso. Também pode ser  um desenvolvimento de uma sociedade que vive integrada, criando os seus costumes e linguagem. Mas vamos nos focar na primeira parte e no que ela contribuiu para o desenvolvimento de todas as espécies.





A maior  parte das pessoas não sabe explicar o que é esta cultura, tudo que seja dar um uso diferente a um obcjeto é cultura, ou seja, um macaco encontra um osso normal que não serve para nada, ali no chão ate desaparecer, mas o macaco usa esse osso para seu uso, pega nesse osso e usa-o para se defender, para abrir nozes ou outros frutos secos, isto... isto é cultura, todo o que o homemacrescenta a natureza que não exista nela é cultura.






Concluindo, o ser humano criou e continua a criar cultura através do seu engenho que através de objecto que em inicio nao serviam para nada, foram uma grande coisa

                                                                                                                          Eduardo Azevedo




quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Psicologia e comportamento animal



A etologia é o estudo do comportamento, baseado na zoologia. Os etologistas estudam a base evolucionária e o desenvolvimento dos comportamentos inatos dos animais, como por exemplo uma aranha conseguir fazer a sua teia sem os pais a ensinarem. Eles também estudam as formas de comunicação e interação social entre animais.
Entendemos como comportamento animal, um conjunto de respostas que tem um
 animal aos estímulos do seu meio ambiente. Algumas respostas são gerais para todos os animais, como é o caso da alimentação e da reprodução, mas a sua execução varia para cada espécie e pode realizar-se de maneiras muito diferentes.
Outros dos estudos do comportamento animal são baseados na psicologia, focando aspetos como o comportamento apreendido e comportamento do ensinamento dos animais.
As bases da psicologia comportamental foram descobertas graças aos exprimentos  de Edward Thorndike, um dos mais influentes pesquisadores do comportamento animal. Thorndike desenvolveu um conjunto de " caixas quebra-cabeça" para observar como os animais aprendiam a fugir do confinamento.




A CAIXA DE THORNDIKE
Uma caixa de madeira com travas e alavancas que deveriam ser acionadas para abrir a porta e deixar o gato sair, essa era uma das caixas mais famosas elaborada por Thorndike para estudar o comportamento animal. Apesar de ter testado vários animais (cães, galinhas, etc), o seu exprimento mais famoso foi realizado com gatos.
Ao ser colocado pela primeira vez na caixa, o gato mostrava sinais evidentes de desconforto e um impulso em escapar, tentado se expremer através de qualquer abertura mordendo as barras e os fios. Depois de algum tempo (10 minutos), o animal acabava acidentalmente puxando o fio e baixando a alavanca que abria a porta. Ao fazer isso, o gato conseguia sair e encontrava um prato repleto de comida á sua espera.
Ao analisar os dados de centenas de exprimentos, Thorndike descobriu que as ações mal sucedidas era esquecidas, enquanto que o  comportamento particular que  levou o gato a abrir a caixa continuava a ser lembrado. Assim, Thorndike supôs que a aprendizagem acontecia em resposta às rescompensas que o gato recebia por ter feito um ato específico, neste caso, acionar uma alavanca, ou puxar um fio, e abrir a porta.
O gato que já havia conseguido sair da caixa, ao ser recolocado na mesma caixa, imediatamente agarrava o fio e baixava a alavanca, abrindo a saída.

Com isto Thorndike conclui que, não havia uma "inteligência prévia" que fizesse com que o gato analisasse a situação e chegasse a uma conclusão. Muito pelo contrário, o gato tentava de tudo e quando, algo dava certo ele lembrava-se desse comportamento específico. A aprendizagem acontecia de modo sequencial,  o gato que já havia aprendido a sair de uma caixa acionada por fios ou alavancas, conseguia sair por outra com os mesmos mecanismos, mas não com um dispositivo diferente.

Depois de esta experiência foram feitas outras por outros cientistas, mas todos chegando á mesma conclusão que através de um determinado ato, com resultados positivos, o animal lembra-se desse ato específico, enquanto que o ato que não resulta é rapidamente esquecido.

Eu concordo com a teoria apresentada em que o animal não tem uma inteligência prévia, e que vai aprendendo a fazer determinadas coisas por tentativa erro, quando conseguir finalizar uma ação com sucesso, o animal tem a capacidade de memorizar o ato correto, e sempre que necessário repete-o. Ficamos com isto a perceber que a psicologia e comportamento animal não são inatos, mas sim apreendidos, ao longo do tempo e sempre que necessário.


















Andreia Lopes